jul 2014 10

Economia de tempo, poder aliar trabalho ao estudo, não precisar de deslocamento diário para o ambiente escolar e flexibilidade para que o aluno possa organizar os estudos no seu ritmo, no local que julgar mais adequado e no horário que achar conveniente são algumas das vantagens ao realizar um curso à distância. A união entre a tecnologia e a educação tem possibilitado às pessoas cada vez mais oportunidades de melhorar o currículo com cursos em diversas áreas. Atento a essa demanda, o Senac oferece ao público do Distrito Federal mais de cem cursos entre livres, técnicos, de pós-graduação e de extensão universitária.

A maioria está com matrículas abertas. Alguns cursos necessitam de encontros presenciais para realização de avaliações, como os cursos técnicos e os de pós-graduação. Esses encontros são feitos nos polos que o Senac possui no Distrito Federal, localizados nas unidades da 903 Sul, do Setor Comercial Sul (Jessé Freire), Gama, Ceilândia e Sobradinho.

Portanto, recomenda-se aos alunos que não possuem disponibilidade para viagens a outros Estados que escolham os cursos que possuem polos em suas próprias cidades. Para facilitar o acesso aos cursos, o portal Senac EAD (www. ead.senac.br) reúne, em um único lugar, toda oferta nacional de educação profissional a distância da instituição, nos segmentos de Artes, Comunicação, Beleza, Comércio, Design, Educação, Gestão, Idiomas, entre outros.

Fonte: www.sistemafecomerciodf.com.br

jun 2014 16

Pontos turísticos do DF funcionarão em regime especial durante Copa do Mundo

Os torcedores que estiverem em Brasília durante a Copa do Mundo da FIFA terão horários especiais para conhecer os pontos turísticos da capital. Mesmo os torcedores com ingressos para os sete jogos na capital federal podem encontrar espaço na agenda para conhecer a história e a cultura do Distrito Federal, reflexo da rica cultura nacional

Confira abaixo o funcionamento das principais atrações turísticas do DF:

 Complexo da Torre de TV:

Mezanino e Mirante: de segunda a domingo, das 9h às 20h.

Centro de Atendimento ao Turista (CAT) – instalado no Mezanino: de segunda a domingo, das 7h às 19h.

Café da Agricultura Familiar: de terça a domingo, das 13h às 19h.

Exposição Festa dos Estados – 48 anos de História com Brasília: de 7 de junho a 20 de julho, de terça a domingo, das 10h às 18h.

Feira de Artesanato: de segunda a domingo, das 8h às 20h. Durante o Mundial, os feirantes poderão estender o atendimento até 23h.

Fonte Luminosa da Torre de TV: de segunda a domingo, em três horários – das 7h às 9h, das 11h30 às 14h30 e das 17h às 22h.

Shows na área externa da Torre:

19 de junho – Elba Ramalho, a partir das 19h. Abertura com Balé Flor do Cerrado. Entrada franca.

20 de julho – encerramento da exposição “Festa dos Estados – 48 anos de História com Brasília”, com Dhi Ribeiro, a partir das 19h. Entrada franca.

 

Esplanada dos Ministérios e arredores do Estádio Nacional Mané Garrincha:

Catedral Metropolitana de Nossa Senhora Aparecida

Horário de visitação: Todos os dias, das 8h às 17h45, inclusive em dias de jogos em Brasília. A Catedral ainda não definiu como será o funcionamento durante os dias de partidas da Seleção Brasileira.

 Centro Cultural Três Poderes (Museu da Cidade, Panteão da Pátria e Espaço Lúcio Costa)

Horário de visitação: De terça a domingo, inclusive feriados, das 09h às 18h. Estará aberto nos dias 23 e 30 de junho de 2014 (segunda).

 Congresso Nacional (Senado Federal e Câmara dos Deputados)

Horário de visitação: Todos os dias, das 9h às 17h30, sendo necessário agendamento prévio nas terças e quartas-Feiras. Nos dias de jogos do Brasil as visitas só poderão ser agendadas entre 8h30 e 11h (abertura às 8h). A visitação não ocorrerá em dias de jogos em Brasília.

 Memorial JK

Horário de visitação: Terça a domingo, das 9h às 18h.

O museu estará fechado no dia 19 de junho, em virtude do feriado de Corpus Christi, e no dia 26 de junho, quando Brasília recebe o jogo Portugal x Gana.

 Memorial dos Povos Indígenas

Endereço: Eixo Monumental Oeste, Praça do Buriti.

Horário de visitação: De terça a sexta-feira, das 9h às 17h; e sábados, domingos e feriados, das 10h às 17h. Estará aberto nos dias 23 e 30 de junho de 2014 (segunda).

 Memorial TJDFT (Espaço Desembargadora Lila Pimenta Duarte)

Horário de Visitação: De segunda a sexta-feira, de 12 às 19 horas. Abre seu espaço para visitas espontâneas e monitoradas.

Nos dias 12 e 17 de junho, funcionará das 8h às 12h30. Estará fechado nos dias 19, 23, 26 e 30 de junho.

 Museu Nacional

Horário de visitação: De terça-feira a domingo, das 9h às 18h30. Estará aberto nos dias 23 e 30 de junho de 2014 (segunda).

 Palácio do Itamaraty (Ministério das Relações Exteriores)

Horário de Visitação: Todos os dias, das 9h às 19h. Em dias de jogos do Brasil, o funcionamento será de 9h às 11h. No dia 23, quando a Seleção Brasileira joga em Brasília, não haverá visitação.

OBS: Recomenda-se o agendamento prévio das visitas, especialmente para grupos com estrangeiros ou pessoas com necessidades especiais. Em dias de semana, não é permitido entrar usando chinelo, bermuda, regata ou roupas curtas.

 Palácio do Planalto

Horário de visitação: Todos os dias, das 9h às 12h e das 14h30 às 17h30. Nos dias de jogos do Brasil ou de jogos da Copa em Brasília, as visitas somente serão realizadas das 9h às 12h (última entrada às 11h30).

Planetário de Brasília

Horário de visitação: De terça à sexta, das 8h às 22h. Sábado e domingo, das 9h às 20h. Nos dias de jogos em Brasília ou da Seleção Brasileira, o local funcionará das 8h às 14h. Na segunda-feira, dia 23 de junho, quando Brasil e Camarões jogam no Mané Garrincha, o Planetário também abrirá as portas das 8h às 14h.

Outros locais:

Casa do Cantador

Horário de visitação: De segunda a sexta-feira, das 9h às 18h; sábados, entre 9h e 12h.

 Catetinho

Horário de visitação: De terça-feira a domingo, das 9h às 17h. Estará aberto nos dias 23 e 30 de junho de 2014 (segunda)

 Cine Brasília

Horário de visitação: Todos os dias, das 8h às 24h

Ministério Público Federal (Procuradoria da República)

Horário de visitação: A visitação à Procuradoria funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 19h. Os horários serão mantidos durante o Mundial, salvo se houver decreto do governo federal com outra orientação.

 Museu Histórico da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)

Horário de visitação: De segunda a sexta-feira, das 08h30 às 18h. O funcionamento nos dias de jogo será definido até o início do Mundial.

Museu da Imprensa

Horário de visitação: De segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. Aos domingos, das 14h às 18h. Em dias de jogo do Brasil, a visitação será das 8h às 12h. Para dias de jogos em Brasília, não haverá visitação.

 Museu do Superior Tribunal Militar (STM)

Horário de Visitação: O museu funciona de segunda a sexta-feira, de 12h às 19h. Nos dias de jogos do Brasil em qualquer sede, o espaço funcionará pela manhã, entre 8h e 12h30. Nos dias 26 e 30 de junho, não haverá expediente.

 Museu Vivo da Memória Candanga

Horário de visitação: De segunda-feira a sábado, das 9h às 17h

Palácio da Alvorada e Palácio do Jaburu

Horário de Visitação: De 09/06 a 16/07, serão realizadas visitas às quartas-feiras, das 15h às 17h, com exceção dos dias de jogos do Brasil e dos dias de jogos da Copa em Brasília.

Obs: As visitas aos Palácios da Alvorada e do Jaburu serão conjugadas, iniciando-se pelo Palácio da Alvorada.

Fonte: R7

jun 2014 10

Localizada no coração do Eixo Monumental, o Complexo da Torre de TV integra os pontos turísticos que estarão abertos durante a Copa do Mundo FIFA 2014. Turistas e moradores já mostram encantamento com a nova estrutura.

Pela primeira vez, em seus 47 anos de existência, o monumento projetado por Lucio Costa passou por uma grande obra. Algumas das novidades são café bistrô da agricultura familiar, novo Centro de Atendimento ao Turista, escada rolante a céu aberto, 1º etapa do Jardim de Burle Marx, elevadores são algumas das novidades.  O Complexo foi inaugurado no último sábado (7). 

Fonte: SETUR

 

abr 2014 11

 

mar 2014 11

A capital das festas

Para atenderem ao alto padrão dos megaeventos da cidade, que quadruplicaram nos últimos cinco anos, fornecedores locais adquirem know-how único e são disputados por clientes de fora do Distrito Federal

 Narciza e Valéria Leão: as irmãs dão o toque final ao cenário do casamento de Fernanda Bittar e Bruno Mello, uma cerimônia com produção 100% brasiliense (Foto: Michael Melo)

 

07.mar.2014 11:13:08 | por Clara Becker

No princípio eram a poeira, espaços vazios e festas. A nova capital ainda estava sendo criada, mas já demonstrava sua vocação para comemorar. “Não tínhamos o que fazer. Receber as pessoas em casa era a única opção de entretenimento. Por isso, ficamos bons nessa área”, diz Moema Leão. Ela esmerava-se tanto na arte da celebração que mantinha uma boate dentro de casa. Anfitriã de muitas noites de gandaia, momentos marcantes das crônicas de nossa cidade, Moema foi uma das que ajudaram a desenhar os contornos da corte em Brasília. Na posse dos presidentes, depois do baile de gala no Itamaraty, era para a residência dela que todos se dirigiam. Autoridades incluídas. “Tancredo Neves não foi porque ficou doente. Fernando Collor chegou a confirmar presença, mas não deu as caras”, lembra Moema. Melhor assim. O recém-empossado governante tinha acabado de anunciar o desastroso confisco da poupança. Apesar disso, a animação da dona da casa não deixou o clima fúnebre do país afetar a sua festa. O show tinha de continuar.

Duas décadas depois, essas recepções privês passaram a alimentar um setor de números ostentosos. Segundo dados da Associação dos Profissionais, Serviços para Casamento e Eventos Sociais (Abrafesta), o nicho movimentou cerca de 16 bilhões de reais no país durante o ano passado. Com 100 milhões de reais gastos apenas com casamentos, o carro-chefe no mundo das celebrações, o DF assegurou o terceiro lugar no ranking das unidades da federação que mais gastaram em 2013.Considerando a despesa per capita, os brasilienses assumem a liderança do segmento. O levantamento da Abrafesta mostra que o conjunto de eventos daqui custa 174% mais que a média nacional. Em Brasília, uma festa padrão AAA para 300 pessoas não sai por menos de 200 000 reais. A partir daí, o céu é o limite. E por limite entendam-se valores com sete dígitos. Tais cifras contribuíram muito para que o mercado local de eventos quadruplicasse de tamanho nos últimos cinco anos. “Só me irrito quando dizem que é um setor supérfluo. Nós geramos muitos empregos”, garante o cerimonialista Cesar Serra, há trinta anos no ramo e idealizador da feira Luxo de Festa, uma das principais do Brasil. De acordo com ele, uma cerimônia para 600 pessoas produz cerca de 300 empregos diretos. Nas comemorações grandiosas, como o casamento de Tamara Gontijo, filha do empresário José Celso Gontijo, até 1 000 trabalhadores são contratados (veja o quadro abaixo).

Os regalórios em fotos 

Recepções brasilienses que marcaram a história da cidade 

Francisco de Souza (empresário), Moema Leão, Cauby Peixoto e Dulce Figueiredo na inauguração da Mansão Flamboyant, em 1982: estreia do serviço de manobrista (Foto: Arquivo pessoal)

O casamento de Tamara Gontijo e José Rudge, em 2010: o terreno comprado para receber os convidados sediou um palácio inspirado em Versalhes, onde as taças e louças usadas tinham sido feitas exclusivamente para o evento. Os gastos foram estimados em 10 milhões de reais (Foto: Celso Júnior)

Vivianne Piquet e Ivete Sangalo: show privê da cantora baiana no aniversário de 40 anos da anfitriã, em 2011. Convocar uma estrela ou bandas só para os amigos e familiares está em alta e ajuda a selar um encontro inesquecível (Foto: Bruno Stuckert)

 

 

A festa de 15 anos de Giovanna Adriano, em 2013: um tipo de evento cada vez mais parecido com comemorações de casamento. Só que a filha volta para dormir em casa (Foto: Bruno Stuckert)

 Os indicadores exuberantes, contudo, foram obtidos em um longo processo de desenvolvimento. Moema Leão conta que receber convidados, nas primeiras décadas da capital, significava virar-se com o que havia. Serviços de bufê, decoração, estilistas, convites e cerimonial inexistiam na cidade. Para as celebrações que exigiam pompa e circunstância, a matéria-prima e a mão de obra eram “importadas”. A fila de caminhões vindos do Rio de Janeiro, de São Paulo ou de Belo Horizonte denunciava os festeiros. Quanto mais veículos na porta, mais faraônica seria a patuscada. Ana Maria Gontijo, há 51 anos em Brasília, lembra a dificuldade de conseguir itens prosaicos como flores para ornar suas recepções nesse período. “Não tinha nada e a gente achava o máximo”, conta a famosa anfitriã. Manobristas e toldos, por exemplo, foram apresentados à sociedade local somente em 1982, quando Moema inaugurou a sua Mansão Flamboyant num evento beneficente. O mês era março, com suas temidas águas, e Dulce Figueiredo seria a patrona da cerimônia. “Eu não podia fazer a então primeira-dama estacionar o carro e subir uma ladeira de paralelepípedos a pé. Muito menos pegar chuva”, recorda-se a comandante da festa. A solução foi ligar para Divaldo Vieira, funcionário da Marinha que prestava serviço de segurança nos seus regalórios. Juntos, eles montaram um quadro de madeira com pregos, recortaram cartolinas com números para fazer etiquetas e, ali, nasceu o primeiro serviço de valet do Distrito Federal. A peça de lona para proteger os convidados das intempéries acabara de chegar à cidade e também teve sua estreia local nessa noite. “As novidades fizeram o maior sucesso. Os dois saíram do evento com a agenda cheia”, afirma Moema.

 

Celso Jabour: na fase inicial do seu bufê, usava prataria e louças emprestadas (Foto: Michael Melo)

 Vieira e João Grigório, o responsável pelo toldo, continuam no ramo. De lá para cá, abriram portas e deram abrigo a autoridades e famosos que pisaram em terras candangas. Trinta e dois anos depois eles engrossam a massa de fornecedores locais com capacidade de suprir a demanda dos eventos de proporções nababescas que a cidade passou a sediar com o aumento do poder aquisitivo local. Se houve um tempo em que era necessário trazer profissionais de fora, agora as carretas seguem na direção contrária. Moema passou o bastão para as filhas Valéria e Narciza Leão. A primeira herdou o bom gosto da mãe para ornamentos. A segunda, a capacidade operacional. “Elas são muito mais profissionais. Hoje não cabe mais amadorismo”, afirma a matriarca. Há quinze anos, as irmãs abriram uma empresa de organização e decoração de festas. Nos últimos cinco anos, sentiram o boom do mercado, e o Distrito Federal ficou pequeno. Em março, Valéria assinará a decoração do casamento de Gabriella Constantino e Luiz Paulo Leal, na histórica Estação Júlio Prestes, em São Paulo. O evento deslocará 90% do PIB de Brasília para a capital paulista. “Será um desafio”, admite Valéria. O fotógrafo Celso Júnior atuará nos bastidores da celebração desse matrimônio. Junto com Bruno Stuckert, ele entrou para uma lista de realizadores brasilienses de exportação. O segundo está com a agenda tomada até 2015, em uma programação que inclui até comemorações fora do país. Atualmente, há quem mude a data da festa para ter o olhar fotojornalístico desses dois.

  A arte de receber bem

 Com nove festas para mais de 1 000 pessoas no currículo e outras centenas de menor porte, Ana Maria Gontijo, uma das anfitriãs mais animadas da corte, divide seu savoir-faire

› Misture tribos e gerações na lista de convidados. Recepção com um só perfil de pessoas fica chata.

 › O bom anfitrião tem espírito jovem e prazer em receber. É ele quem garante o tom da patuscada.

 › Flores no ambiente são obrigatórias. Naturais, é claro. Em excesso podem ficar cafonas. Na dúvida, opte pelo simples.

 › As bebidas devem estar muito geladas sempre. Reserve Dom Pérignon e vinhos mais caros para jantares menores.

 › Anfitrião ou convidado sem assunto atrapalham um evento. Eles precisam estar bem informados sobre o que acontece no exterior, no país e na cidade.

 › É bom trabalhar com a mesma equipe de garçons. Assim ninguém fica perdido e todos podem atender melhor e mais rapidamente ao gosto dos convidados assíduos da casa.

 › Mimos personalizados, como caixinhas de fósforos, sabonetes e porta-guardanapos, agradam a todos.

 › Não leve flores para o anfitrião no dia da festa. Elas podem não combinar com a decoração. Deixe para mandá-las uma semana depois, quando as do evento estiverem murchando.

 Ana Maria: flores naturais, bebida muito gelada, pessoas informadas e mimos na saída (Foto: Acervo pessoal)  Profissionais disputados só aumentaram a projeção nacional e internacional das festas brasilienses. Um dos decoradores preferidos da elite carioca, Antonio Neves da Rocha não tem dúvida sobre a força dos eventos locais. “Em Brasília, tem rigorosamente tudo de primeira linha. As comemorações são gigantes, maiores do que no resto do país. Acho que é por causa do tamanho dos terrenos.” O DJ sueco Avicii, o número 1 da parada eletrônica da Billboard, saiu do Brasil com impressão parecida. Ele tocou na festa dos 16 anos de Luiza Estevão, filha de Luiz e Cleucy, e disse nunca ter visto coisa igual. “Poucas cidades no Brasil têm o nosso patamar. O padrão das festas comuns em Brasília corresponde ao das de banqueiros no Rio ou em São Paulo”, diz o arquiteto e decorador de eventos George Zardo, que em alguns anos chegou a fazer mais festas fora do que dentro do quadrado que delimita a capital. Segundo ele, aqui não cabe um estilo rústico-sofisticado, comum nos eventos cariocas, nem despojamento. A palavra de ordem é suntuosidade. “Brasília tem 53 anos; todo mundo é novo-rico. As grifes são importantes. As famílias pioneiras não conseguem casar seus filhos sem chamar menos de 1 000 pessoas”, explica Cesar Serra. Profissionais de festa como ele transitam com desenvoltura entre a sociedade local e a Brasília política. Por isso, a figura do cerimonialista tornou-se obrigatória. Ele conhece todas as autoridades, quem é governo e oposição. “Já tive de fazer dança das cadeiras para não pôr réu e acusação na mesma mesa”, conta Marcelo Pimenta. Responsáveis pela coordenação de eventos, ele e Serra viraram maestros de orquestras sem ensaio nem bis. “Os políticos são adeptos dos três “esses”: surgir, sorrir e sumir”, diz Serra, que já salvou o então vice-presidente Marco Maciel de um banho. Por causa da chuva, um bolsão de água se formou no toldo em cima da cabeça de Maciel. Como o padre não parava de falar, o cerimonialista pediu ao jardineiro da casa que retirasse a água com uma mangueira.

 Maria Amélia: 200 bolos em um fim de semana e trufas diet para a presidente (Foto: Roberto Castro)

 Essa busca por “sinfonias perfeitas” na administração de festas tem seu custo. “Nós viramos escravos do nosso grau de exigência. E quem sofre é o bolso”, conta Celso Jabour. Há 21 anos ele comanda o bufê Sweet Cake, um dos maiores da cidade, com estrutura para organizar eventos para 4 000 convidados. Quando começou, dez garçons serviam 150 pessoas. Agora, o mesmo grupo demanda trinta garçons. “Tudo tem de estar à mão”, afirma Jabour. Ao longo dos anos, o empresário aprendeu que bufê não é só comida. “Para alguns, a mise-en-scène é mais importante”, diz. Ele deve seu nível de excelência à sofisticação dos consumidores. Com a embaixatriz Lucia Flecha de Lima, aprendeu a pôr uma mesa digna do Palácio de Buckingham. A prataria e as louças pegava emprestadas de outra cliente. Uma terceira, certa vez, lhe ensinou: “Celso, quantos braços o garçom tem?”. “Dois”, ele respondeu. “Então por que ele está carregando três pratos?”, ela replicou. Marly Sarney, esposa do ex-presidente e atual senador José Sarney, não passa um aniversário sem a torta de salmão defumado de Jabour. Não à toa, o bufê brasiliense abriu durante cinco anos a temporada da Ilha de Caras, em Angra dos Reis (RJ). Quem também passou a lidar com um público cada vez mais exigente foi a doceira Maria Amélia Dias. Nascida em Bambuí, município do interior de Minas Gerais com 22 000 habitantes, a empresária e seus 106 funcionários produzem até 100 000 quitutes açucarados e 200 bolos em um único fim de semana. A quantidade seria suficiente para ela abastecer sua cidade natal. Na polêmica e dispendiosa viagem da presidente Dilma Rousseff ao Vaticano para a missa inaugural do papa Francisco, em março do ano passado, doces finos de cupuaçu de Maria Amélia acompanharam a comitiva presidencial. A doceira que fez os dois aniversários de Gabrielzinho, neto da presidente, sabe que não podem faltar trufas diet para a vovó importante.

  Marcelo Pimenta:malabarismos para evitar saia-justa (Foto: Roberto Castro)

Apesar do expressivo desenvolvimento do mercado de eventos, ainda existem alguns artigos que precisam ser importados. Mobiliário diferenciado e lustres de cristais Baccarat continuam a trafegar pelas estradas do país rumo à capital. Algumas plantas decorativas também. Líder no ranking do uso per capita de plantas, o Distrito Federal ainda importa 80% do seu consumo de flores. Somos autossuficientes em espécies tropicais, hortênsias e copos-de-leite, mas orquídeas, rosas e gérberas vêm de fora. Está querendo fazer parte desta festa? Fica a dica.

Fonte: VEJA BRASÍLIA

Página 1 de 812345...Última »